Feira de Enventores de Angola superam-se em Projectos

A JdB testemunhou nesta quarta-feira a Feira do inventor, que arrancou no Centro de Convenções do Talatona, Luanda, na presença da ministra da Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira. A exposição, que vai até ao fim-de-semana, conta com  aproximadamente 90 vagas a serem preenchidas por expositores de várias províncias, entre empresas ligadas ao ramo de seguros, segurança electrónica, institutos médios técnicos, universidades e inventores freelancers. 
Entre os projectos que mais nos chamaram atenção, estão a reciclagem de resíduos plásticos para a obtenção de óleo combustível, criada pelos estudantes de Engenharia Química do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências  (ISPTEC). “Sabemos que os sacos plásticos são feitos a partir do petróleo, então a nossa ideia é utilizar o produto final para regressarmos à matéria prima”, explicou um dos responsáveis. 
Chilulo, que é inventor freelancer convidado pelo Ministério da Indústria para expor na feira, exibiu o seu ‘Processador alimentar Kandimba’, destinado a processar alimentos agrícolas com um consumo de energia de 220 watts (funciona também à bateria), tritura aproximadamente 20 quilos de alimentos em vinte minutos. “A nossa ideia é levar esse nosso produto aos mercados agrícolas espalhados por Angola, caso alguém deseje levar cenoura triturada ou batata em purê, poderá fezê-lo no mercado, na altura da compra, isso consequentemente gerará emprego. Temos vários protótipos com diferentes capacidades e tamanhos”, explicou. 
A Universidade Metodista de Angola, representada pela faculdade de Engenharia, criou um sensor que funciona em concordância com as cancelas de comboios com o objectivo de digitalizar a sua abertura e fechamento, de acordo com a aproximação do comboio, processo que em Angola ainda é feito manualmente.
A província do Kwanza-Sul fez-se representar por Delfim da Costa, estudante do curso de Ciências Econômicas e Jurídicas, da escola ’14 de Abril’, no Sumbe, que apesar de não receber apoio institucional, conseguiu deslocar-se a Luanda com a ajuda dos directores e professores da escola que frenquenta, para exibir o seu sistema subterrâneo de recolha de lixo. 
André Afonso Gonga veio em representação da província do Moxico como freelancer, na condição de criador do projecto ‘Mapa de Angola’. Sobre o projecto explica que “a ideia é fazer as pessoas terem acesso a todas as regiões do país, a partir de um site e de um aplicativo que funcione online (para quem quiser consultar o que se passa em directo) ou off-line. Quem consultar por exemplo o ‘Moxico’, tem lá todas as informações da província, desde a distribuição da população por cada município, passando pela história da sua constituição até a localização de cada um dos municípios”.

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